cover
Tocando Agora:

Webtvstudio99.com

web radio Studio99.com

Web Radio Studio 99. com

Parasita que provoca 'diarreia explosiva' infecta mais de 2,8 mil pessoas nos EUA; investigação aponta alface como suspeita

Bactéria que causa diarreia explosiva pode ter contaminado verduras nos EUA CDC via AP Mais de 2,8 mil pessoas foram diagnosticadas nos Estados Unidos com cicl...

Parasita que provoca 'diarreia explosiva' infecta mais de 2,8 mil pessoas nos EUA; investigação aponta alface como suspeita
Parasita que provoca 'diarreia explosiva' infecta mais de 2,8 mil pessoas nos EUA; investigação aponta alface como suspeita (Foto: Reprodução)

Bactéria que causa diarreia explosiva pode ter contaminado verduras nos EUA CDC via AP Mais de 2,8 mil pessoas foram diagnosticadas nos Estados Unidos com ciclosporíase, uma infecção causada por um parasita microscópico que pode provocar diarreia aquosa intensa — descrita pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do país como, em alguns casos, "explosiva". O Departamento de Saúde de Michigan informou nesta segunda-feira (13) que os primeiros resultados da investigação indicam que alfaces e outras folhas consumidas cruas podem estar por trás do aumento dos casos. Apesar disso, os investigadores ressaltam que o trabalho continua e que ainda é cedo para descartar outros alimentos. Até o momento, nenhum tipo específico de hortaliça, produtor rural ou fornecedor foi identificado como origem do surto. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), há ao menos 843 casos confirmados e cerca de 1.500 suspeitos distribuídos por 31 estados. As autoridades estaduais, porém, já contabilizam mais de 2.800 casos, sendo 2.640 apenas em Michigan e outros 177 em Ohio. Pelo menos 86 pessoas precisaram ser hospitalizadas, mas nenhuma morte foi registrada. O episódio já é considerado o maior surto de ciclosporíase da história de Michigan e um dos maiores registrados nos Estados Unidos nos últimos anos. Agora no g1 O que é a ciclosporíase A ciclosporíase é uma infecção causada pelo protozoário Cyclospora cayetanensis, um parasita microscópico que infecta o intestino após a ingestão de alimentos ou água contaminados. Segundo o CDC, o principal sintoma é a diarreia aquosa intensa, que pode provocar evacuações frequentes e, em alguns casos, "explosivas". Também são comuns perda de apetite, perda de peso, cólicas abdominais, náuseas, fadiga e mal-estar. A doença normalmente é tratada com antibióticos e raramente é fatal. Sem tratamento, porém, os sintomas podem persistir por semanas ou até meses, alternando períodos de melhora e piora. O parasita é eliminado nas fezes e, historicamente, os surtos têm sido associados ao consumo de frutas e hortaliças irrigadas ou lavadas com água contaminada. Por que é tão difícil descobrir a origem Investigar surtos de Cyclospora costuma ser mais complexo do que em outras doenças transmitidas por alimentos. Um dos principais desafios é o período de incubação relativamente longo. Os sintomas costumam aparecer cerca de duas semanas após a infecção, fazendo com que muitas pessoas tenham dificuldade para lembrar exatamente o que comeram. Além disso, o parasita não pode ser cultivado em laboratório, o que limita as análises de alimentos suspeitos. Em muitos casos, o ingrediente responsável é apenas um componente de uma refeição — como ervas frescas ou folhas usadas em saladas —, dificultando ainda mais a identificação da origem. Especialistas explicam ainda que um mesmo lote contaminado pode abastecer supermercados, restaurantes e outros estabelecimentos ao mesmo tempo, espalhando os casos por diferentes regiões. Por isso, algumas investigações levam meses e, em determinadas situações, nunca conseguem identificar com certeza a fonte da contaminação. Casos vêm aumentando nos últimos anos Embora seja menos comum do que infecções provocadas por salmonela ou pela bactéria Escherichia coli (E. coli), a ciclosporíase tem registrado aumento de casos nos Estados Unidos na última década. Embora seja menos comum do que infecções causadas por salmonela ou E. coli, a ciclosporíase vem registrando aumento de casos nos Estados Unidos na última década. Segundo a Associated Press, especialistas relacionam esse crescimento tanto ao aprimoramento dos testes diagnósticos quanto às mudanças climáticas. Nos últimos anos, surtos da doença já foram associados ao consumo de framboesas, manjericão, coentro, saladas prontas e outras hortaliças. Um dos maiores ocorreu em 2019, quando mais de 2.400 pessoas adoeceram após consumir manjericão importado do México. Outro, em 1997, afetou mais de mil pessoas nos Estados Unidos e no Canadá e foi relacionado a framboesas produzidas na Guatemala. Recomendações às pessoas Enquanto a investigação continua, as autoridades de Michigan orientam restaurantes, cozinhas comerciais e consumidores a lavar cuidadosamente folhas verdes, ervilhas-tortas, ervas frescas e framboesas e, sempre que possível, cozinhar esses alimentos. Após identificarem as alfaces como principal suspeita, as autoridades também passaram a recomendar a compra de pés inteiros de alface em vez de folhas já lavadas e embaladas ou misturas prontas para salada. A orientação é descartar as duas ou três folhas externas e higienizar bem as folhas restantes em água corrente antes do consumo. Segundo as autoridades de saúde, lavar frutas e verduras ajuda a reduzir o risco de infecção, mas não elimina completamente a possibilidade de contaminação, porque o parasita pode aderir à superfície de alguns alimentos. Pessoas que apresentarem diarreia persistente por vários dias devem procurar atendimento médico para avaliação e tratamento adequado. *Com Associated Press